Ei, eu odeio você. Porque você insiste em sempre por tudo fora do lugar em minha vida. Eu te odeio com todas minhas forças. Eu joguei tuas roupas na rua, e um homem qualquer catou. Enquanto eu olhava aquele homem, eu lembrava de você. Você é um babaca, e acabou com minha vida. Mas eu insisto em sempre te escrever né?
Ei! (Com um leve empurrão em seus ombros, com raiva) Já te disseram o quanto você é lindo hoje? Teu sorriso é perfeito. Teu cabelo bagunçado, ah, como me faz suspirar. O jeito que tu me toca dá um certo medo, mas confesso que gosto. Eu não entendo porque isso tudo aconteceu.
Eu tô fazendo planos, queria te dizer isso. Dessa vez sem incluir você. Eu desisti de te incluir na minha vida. Não me inclua na sua também. Não me chame pra sair. Não me telefone, por mais que doa. Por mim, por nós.
Eu sinto falta dessa palavra. "Nós". Quando nós vamos esquecer o quão longe estamos? Não responda. Eu prefiro teu silêncio, mesmo sendo inquieto.
Ei, eu tô indo embora! Tá chovendo lá fora! É, e resumindo, não apareça mais na minha vida de novo. Não me faça triste de novo, e prometo que não o farei contigo. Mas se tu não me esquecer, se tu lembrar o quão bonito foi quando estivemos bem, o quanto nossos sorrisos se encaixam, eu prometo, vou estar aqui te esperando.
Giovanna Aprígio
"Cada um tem de mim exatamente o que cativou"
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Sim, passo bem.
Hoje eu quero responder tudo o que tu me disse. Não, eu não estou bem, se é isso que quer saber. Se tua pergunta foi na intenção de saber o motivo: eu não sei. Eu fiz o que tinha que fazer. Apenas quem me conhece sabe o quanto doeu, ou o quanto dói. Eu não me arrependo. Me desculpe por tanta franqueza nessa carta, ou por não ter coragem de te entregar. Não gosto disso, mas faço por bem.
Você nunca me conheceu, e de amar, desconfio muito. Engraçado como foi fácil dizer que me ama com a mesma facilidade que disse pra te esquecer. Sinto raiva de você, que não me deixou explicar; de você, que não quis mais saber de mim; de você, que pensa que me conhece. Eu não apaguei suas mensagens. Elas estão aqui pra eu sempre lembrar o quanto você é idiota. Toda vez que eu leio meu corpo estremece e eu não consigo me segurar. Há uma mistura de ódio, saudade e sentimento de fim. Bem que me disseram. Mas eis aí, você me rendeu um textinho. Fica bem, e um cheiro.
Você nunca me conheceu, e de amar, desconfio muito. Engraçado como foi fácil dizer que me ama com a mesma facilidade que disse pra te esquecer. Sinto raiva de você, que não me deixou explicar; de você, que não quis mais saber de mim; de você, que pensa que me conhece. Eu não apaguei suas mensagens. Elas estão aqui pra eu sempre lembrar o quanto você é idiota. Toda vez que eu leio meu corpo estremece e eu não consigo me segurar. Há uma mistura de ódio, saudade e sentimento de fim. Bem que me disseram. Mas eis aí, você me rendeu um textinho. Fica bem, e um cheiro.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Quem deras
Ah, quem dera! Quem me dera que toda essa introspectividade saisse da minha vida. Quem dera que tudo o que se passa aqui dentro se repetisse com mais realidade. Seria tudo tão melhor do que tudo isso que me desencanta. Só de pensar sinto um arrepio que vai dos pés até o topo da cabeça. Um calafrio, sei lá. Quem dera que ser poeta fosse fácil! Esse é o maior dos "quem-deras"!
Sempre admirei os poetas, os escritores. Se pudesse deixaria só pra eles isso tudo, mas faço parte disso. Se pudesse nem o faria mais. O faço porque é terapia, porque não gosto da minha organização de ideias, apesar de todo o zelo que tenho com isso. Ser poeta dói. E tanta dor pra ter um bloco de papel com meia dúzia de palavras mal escritas. Quem dera ter olhos naturais. Quem dera eu parasse de me lamentar! Quem dera deixar de ser conformada...
Sempre admirei os poetas, os escritores. Se pudesse deixaria só pra eles isso tudo, mas faço parte disso. Se pudesse nem o faria mais. O faço porque é terapia, porque não gosto da minha organização de ideias, apesar de todo o zelo que tenho com isso. Ser poeta dói. E tanta dor pra ter um bloco de papel com meia dúzia de palavras mal escritas. Quem dera ter olhos naturais. Quem dera eu parasse de me lamentar! Quem dera deixar de ser conformada...
Reticências...
Eu uso reticências
Não sei porque me sinto tão misteriosa
Se quando caio em mim
Sou tão normal
Eu uso reticências porque
Eu não acredito no que falam
Não acredito mais em lágrimas
Só acredito em falsidade
E eu continuo usando reticências
Não queria dizer o porquê
Mas é por causa do amor
Que apesar de tudo, continua aqui.
Não sei porque me sinto tão misteriosa
Se quando caio em mim
Sou tão normal
Eu uso reticências porque
Eu não acredito no que falam
Não acredito mais em lágrimas
Só acredito em falsidade
E eu continuo usando reticências
Não queria dizer o porquê
Mas é por causa do amor
Que apesar de tudo, continua aqui.
Busca
Eu simplesmente gostaria de entender porque sou tão cobrada de algo que não recebo recíprocamente. Se eu fosse cobrada de forma justa, eu juro que entenderia. Eu não que ser "alguém" pra alguém por obrigação. Talvez eu tenha sido feita pra isso. Se eu tivesse a confirmação de que isso é verdade, seria bem mais fácil pra mim... Mas ultimamente eu somente tenho ouvido o eco da minha alma gritando por respostas.
Eu tenho um desejo súbito por entendimento. Eu não quero ser especialistade coisas, mas especialista em entender nós, seres humanos. A cada dia eu busco algo e faço de tudo (mesmo!) para obter respostas. Hoje eu queria entender a falta de reciprocidade que todos nós somos propensos a ter. Ninguém ama alguém na mesma proporção que é amado, ou odeia na mesma proporção que é odiado.
Eu nem procuro ler em livros, sites ou qualquer coisa do gênero. Quero saber o porquê de cada um, sem nada concreto.
Sei que muita gente não vai entender isso aqui, muita gente não vai ter saco pra ler, mas é disso que sobrevivo: pessoas. Isso é sobre o que sou e o que pretendo ser. Equilibrar emoções, ser bem. Não boa, porque nunca fui. Mas ser bem, de permanecer bem.
Eu tenho um desejo súbito por entendimento. Eu não quero ser especialistade coisas, mas especialista em entender nós, seres humanos. A cada dia eu busco algo e faço de tudo (mesmo!) para obter respostas. Hoje eu queria entender a falta de reciprocidade que todos nós somos propensos a ter. Ninguém ama alguém na mesma proporção que é amado, ou odeia na mesma proporção que é odiado.
Eu nem procuro ler em livros, sites ou qualquer coisa do gênero. Quero saber o porquê de cada um, sem nada concreto.
Sei que muita gente não vai entender isso aqui, muita gente não vai ter saco pra ler, mas é disso que sobrevivo: pessoas. Isso é sobre o que sou e o que pretendo ser. Equilibrar emoções, ser bem. Não boa, porque nunca fui. Mas ser bem, de permanecer bem.
sábado, 4 de agosto de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
Jó 13
Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior.
Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero defender-me perante Deus.
Vós, porém, sois inventores de mentiras, e vós todos médicos que não valem nada.
Quem dera que vos calásseis de todo, pois isso seria a vossa sabedoria.
Ouvi agora a minha defesa, e escutai os argumentos dos meus lábios.
Porventura por Deus falareis perversidade e por ele falareis mentiras?
Fareis acepção da sua pessoa? Contendereis por Deus?
Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de algum homem?
Certamente vos repreenderá, se em oculto fizerdes acepção de pessoas.
Porventura não vos espantará a sua alteza, e não cairá sobre vós o seu terror?
As vossas memórias são como provérbios de cinza; as vossas defesas como defesas de lodo.
Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier.
Por que razão tomarei eu a minha carne com os meus dentes, e porei a minha vida na minha mão?
Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele.
Também ele será a minha salvação; porém o hipócrita não virá perante ele.
Ouvi com atenção as minhas palavras, e com os vossos ouvidos a minha declaração.
Eis que já tenho ordenado a minha causa, e sei que serei achado justo.
Quem é o que contenderá comigo? Se eu agora me calasse, renderia o espírito.
Duas coisas somente não faças para comigo; então não me esconderei do teu rosto:
Desvia a tua mão para longe, de mim, e não me espante o teu terror.
Chama, pois, e eu responderei; ou eu falarei, e tu me responderás.
Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo?
Porventura acossarás uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco?
Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade?
Também pões os meus pés no tronco, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés.
E ele me consome como a podridão, e como a roupa, à qual rói a traça.
Jó 13:1-28
Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior.
Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero defender-me perante Deus.
Vós, porém, sois inventores de mentiras, e vós todos médicos que não valem nada.
Quem dera que vos calásseis de todo, pois isso seria a vossa sabedoria.
Ouvi agora a minha defesa, e escutai os argumentos dos meus lábios.
Porventura por Deus falareis perversidade e por ele falareis mentiras?
Fareis acepção da sua pessoa? Contendereis por Deus?
Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de algum homem?
Certamente vos repreenderá, se em oculto fizerdes acepção de pessoas.
Porventura não vos espantará a sua alteza, e não cairá sobre vós o seu terror?
As vossas memórias são como provérbios de cinza; as vossas defesas como defesas de lodo.
Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier.
Por que razão tomarei eu a minha carne com os meus dentes, e porei a minha vida na minha mão?
Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele.
Também ele será a minha salvação; porém o hipócrita não virá perante ele.
Ouvi com atenção as minhas palavras, e com os vossos ouvidos a minha declaração.
Eis que já tenho ordenado a minha causa, e sei que serei achado justo.
Quem é o que contenderá comigo? Se eu agora me calasse, renderia o espírito.
Duas coisas somente não faças para comigo; então não me esconderei do teu rosto:
Desvia a tua mão para longe, de mim, e não me espante o teu terror.
Chama, pois, e eu responderei; ou eu falarei, e tu me responderás.
Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo?
Porventura acossarás uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco?
Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade?
Também pões os meus pés no tronco, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés.
E ele me consome como a podridão, e como a roupa, à qual rói a traça.
Jó 13:1-28
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