segunda-feira, 18 de junho de 2012

"Que importa a paisagem, a glória, a baia, a linha do horizonte?
- O que eu vejo é beco."

Manoel Bandeira.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

zero virgula zero um porcento

Como posso me sentir, sendo minha clareza tão obscura? No tentar falar sobre isso, e apenas conseguir fazer perguntas que nem eu mesma sei responder, ou até usar a terceira pessoa do singular... Como me sentir, hein? Tão fora do padrão por pensar diferente, tão além do normaç, e ainda tentar colocar na ponta de um lápis. Hahaha. Eu faço parte daquele universo que pensávamos existir em nossa infância, e estava debaixo da cama. Eu faço parte de tudo aquilo que os cientistas duvidam. Tão fácil de ser explicada, tão acessível e tão difícil de se acompanhar. Pensar em excesso não faz bem. Nem um pouco. Comecei a viver porque sei que agora vivo. Engraçado. Preciso começar a (me) decifrar essa vida.

Um desabafo que me arrependi de ter feito

"Queria tanto alguém que pudesse me ouvir, alguém que quando eu fale, realmente me entenda e não fique sem reação. Eu preciso tanto extravasar, mas não quero fazer isso sozinha. Não mais. Eu carrego o arrependimento dos meus atos, e por eu me achar tão só, tão certa, tão cheia de mim mesma, hoje abri os olhos, e vi que quem era por mim, ja não é mais, e que tudo que fiz, foi pouco"

De onde veio isso? Esses pensamentos não são meus...

Um poema a que me dedicaram

"Meu coração sente-se muito triste...
Enquanto o cinzento das ruas arrepiadas
Dialoga um lamento com o vendo

Meu coração sente-se muito alegre!
Este friozinho arrebitado
Dá uma vontade de sorrir!

E sigo. E vou sentindo,
À inquieta alacridade da invernia,
Como um gosto de lágrimas na boca..."