terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sim, passo bem.

Hoje eu quero responder tudo o que tu me disse. Não, eu não estou bem, se é isso que quer saber. Se tua pergunta foi na intenção de saber o motivo: eu não sei. Eu fiz o que tinha que fazer. Apenas quem me conhece sabe o quanto doeu, ou o quanto dói. Eu não me arrependo. Me desculpe por tanta franqueza nessa carta, ou por não ter coragem de te entregar. Não gosto disso, mas faço por bem.
Você nunca me conheceu, e de amar, desconfio muito. Engraçado como foi fácil dizer que me ama com a mesma facilidade que disse pra te esquecer. Sinto raiva de você, que não me deixou explicar; de você, que não quis mais saber de mim; de você, que pensa que me conhece. Eu não apaguei suas mensagens. Elas estão aqui pra eu sempre lembrar o quanto você é idiota. Toda vez que eu leio meu corpo estremece e eu não consigo me segurar. Há uma mistura de ódio, saudade e sentimento de fim. Bem que me disseram. Mas eis aí, você me rendeu um textinho. Fica bem, e um cheiro.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Quem deras

Ah, quem dera! Quem me dera que toda essa introspectividade saisse da minha vida. Quem dera que tudo o que se passa aqui dentro se repetisse com mais realidade. Seria tudo tão melhor do que tudo isso que me desencanta. Só de pensar sinto um arrepio que vai dos pés até o topo da cabeça.  Um calafrio, sei lá. Quem dera que ser poeta fosse fácil!  Esse é o maior dos "quem-deras"!
Sempre admirei os poetas, os escritores. Se pudesse deixaria só pra eles isso tudo, mas faço parte disso. Se pudesse nem o faria mais. O faço porque é terapia, porque não gosto da minha organização de ideias, apesar de todo o zelo que tenho com isso. Ser poeta dói. E tanta dor pra ter um bloco de papel com meia dúzia de palavras mal escritas. Quem dera ter olhos naturais. Quem dera eu parasse de me lamentar! Quem dera deixar de ser conformada...

Reticências...

Eu uso reticências
Não sei porque me sinto tão misteriosa
Se quando caio em mim
Sou tão normal

Eu uso reticências porque
Eu não acredito no que falam
Não acredito mais em lágrimas
Só acredito em falsidade

E eu continuo usando reticências
Não queria dizer o porquê
Mas é por causa do amor
Que apesar de tudo, continua aqui.

Busca

Eu simplesmente gostaria de entender porque sou tão cobrada de algo que não recebo recíprocamente. Se eu fosse cobrada de forma justa, eu juro que entenderia. Eu não que ser "alguém" pra alguém por obrigação. Talvez eu tenha sido feita pra isso. Se eu tivesse a confirmação de que isso é verdade, seria bem mais fácil pra mim... Mas ultimamente eu somente tenho ouvido o eco da minha alma gritando por respostas.
Eu tenho um desejo súbito por entendimento. Eu não quero ser especialistade coisas, mas especialista em entender nós, seres humanos. A cada dia eu busco algo e faço de tudo (mesmo!) para obter respostas. Hoje eu queria entender a falta de reciprocidade que todos nós somos propensos a ter. Ninguém ama alguém na mesma proporção que é amado, ou odeia na mesma proporção que é odiado.
Eu nem procuro ler em livros, sites ou qualquer coisa do gênero. Quero saber o porquê de cada um, sem nada concreto.
Sei que muita gente não vai entender isso aqui, muita gente não vai ter saco pra ler, mas é disso que sobrevivo: pessoas. Isso é sobre o que sou e o que pretendo ser. Equilibrar emoções, ser bem. Não boa, porque nunca fui. Mas ser bem, de permanecer bem.

sábado, 4 de agosto de 2012