sábado, 31 de março de 2012

Das 5h às 6:30h

Hoje pela manhã, quando acordei, resolvi me olhar no espelho. Provavelmente eu sonhei contigo. Mesmo com a cara amassada e marcada eu pude ver meus olhos caídos, lembrei de uma vez que sonhei que precisava te tocar para me curar e mesmo assim não conseguia. Ansiedade. Bom, resolvi lavar meu rosto pra ter certeza que não queria estar mais triste por sua causa. Dor.  Saí do banheiro e procurei alguém pra conversar. Estava sozinha. Novamente... Faz um tempo que isso tem acontecido. Nostalgia. Fui até minha cozinha e procurei algo pra comer, mas não achei graça em nada. Melancolia, eu não te aceito aqui. E o que fazer se você não sai da minha mente, se é você que eu quero? Quero, querendo não querer... Sentei na varanda, e liguei o rádio. Vi o dia clarear enquanto calçava as meias. Música me distrai. Me deitei no sofá e resolvi escrever. Olhei pro papel e não tinha o que dizer. Café, preciso despertar. Vazio existencial. Vou escrever, preciso escrever. Me libertar do que está preso na minha garganta. Escrevi esse resumo, como todo dia. Sem enviar, sem amostrar. Apenas sentir, escrever... Preciso sair. Nesse momento percebi que você saiu da minha cabeça, porque é quando eu preciso me concentrar em procurar as chaves, celular, carteira... E vou. Vou embora como de costume, também! Quem sabe assim, eu me acostumo ser sempre a que foi embora...